quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

THELMA RESTON, atriz, 73 anos


Nascida em Piracanjuba, em Goiás, no dia 06 de julho de 1939, Thelma Reston teve sua carreira consagrada na televisão, no cinema e no teatro. Conhecida por seus papeis cômicos, a atriz ja atuou em mais de 40 filmes e em mais de 30 peças. Seu último trabalho na TV foi como D. Violante, uma ladra contumaz, na novela "Aquele Beijo", em 2011.
Seu primeiro papel na Rede Globo foi em 1975, na primeira versão de "Gabriela". Mas Thelma também já passou pela extinta TV Manchete e pela Bandeirantes. Ela já atuou, também, em dezenas de novelas, minisséries e humorísticos, entre eles: "Brilhante" (1981), "O Primo Basílio" (1988), "Pedra sobre Pedra" (1992), "Engraçadinha" (1995), "Os Maias" (2001), "Senhora do Destino" (2004), "Negócio da China" (2008) e "Toma Lá Dá Cá" (2009).

No teatro

  • 2010 - A Cantora Careca
  • 2010 - A Lição
  • 2008 - Morrer ou Não?
  • 2006 - A Maracutaia
  • 2005 - Charles Baudelaire – Minha Terrível Paixão
  • 2002 à 2004 - Quem vai ficar com a Velha
  • 2002 - Uma História muito Estranha
  • 2001 - Pedras e Flores
  • 2000 - Bonitinha, mas Ordinária
  • 1999 - Até que as sogras nos separem
  • 1997 - Terra de Cego
  • 1986 - Pedra, a Tragédia
  • 1979 e 1980 - Bodas de Papel
  • 1978 - O Percevejo
  • 1977 - A Ópera do Malandro
  • 1975 - O Casamento do Pequeno Burguês
  • 1970 - Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã
  • 1969 - O Balcão
  • 1967 - O Inspetor Geral
  • 1966 - O Sr. Puntila e seu criado Matti
  • 1966 - Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
  • 1966 - Vestido de Noiva
  • 1965 - Victor ou as crianças no poder
  • 1965 - O Chão dos Penitentes
  • 1963 - O Filho da Besta Torta de Pageú
  • 1963 - Orquestra
  • 1962 - Bonitinha, mas Ordinária
  • 1962 - O Chapéu de Sebo
  • 1961 - Círculo Vicioso
  • 1961 - Espectros
  • 1960 - A Falecida
  • 1960 - A Ratoeira
  • 1960 - Prodígio do Mundo Ocidental

Na televisão


No cinema


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

JOELMIR BETING, apresentador, 75 anos

Morreu no início da madrugada desta quinta-feira (29) o jornalista Joelmir Beting, aos 75 anos. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25), sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE).
Nesta quarta-feira (28), o hospital Albert Einstein informou que o jornalista estava em coma irreversível.
O corpo de Joelmir Beting será velado a partir das 8h, no Cemitério do Morumbi, na Zona sul. O velório vai ser aberto ao público. A cremação ocorrerá no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, às 16h, numa cerimônia restrita à família.

 Biografia:

Nascido em Tambaú, interior de São Paulo, começou a trabalhar nas plantações da propriedade de sua família aos sete anos. "A minha origem é, de certa forma, de boia-fria", lembraria o jornalista em entrevista à revista Imprensa em julho de 2012. Depois de ser coroinha na igreja da cidade, o padre Donizetti Tavares de Lima arrumou-lhe o primeiro emprego, na rádio de Tambaú, aos quinze anos. Aos dezenove, foi para São Paulo, onde estudou Sociologia na Universidade de São Paulo, na mesma turma de nomes como Ruth Cardoso e Francisco Weffort. Em 1957 iniciou sua carreira jornalística, como repórter esportivo nos jornais O Esporte e Diário Popular. Deixou a área esportiva dois anos depois, quando deixou sua paixão pelo Palmeiras falar mais alto na transmissão de um Derby Paulista pela Rádio Panamericana e quase foi agredido pela torcida corintiana.
Foi contratado em 1966 pela Folha de São Paulo para lançar a editoria de Automóveis, fruto da repercussão de sua tese do curso de Sociologia ("Adaptação da mão de obra nordestina na indústria automobilística de São Paulo"), que fora publicada pelo Diário Popular na íntegra. Dois anos depois lançou a editoria de Economia do mesmo jornal, lançando uma coluna diária a partir de 1970. A coluna tornou-se célebre por desmistificar a economia numa época de inflação astronômica e reiteradas medidas desastradas do governo. É de lá que nasceram alguns dos "bordões" de Joelmir, como "Quem não deve não tem" e "Na prática, a teoria é outra".
Paralelamente à coluna na Folha (que transferiu para O Estado de S. Paulo em 1991), Joelmir passou, ainda em 1970, a participar de programas de rádio, na Jovem Pan, e de televisão, na Record, onde se tornaria conhecido do grande público, com suas participações nos telejornais da Rede Globo, onde permaneceu entre agosto de 1985 e julho de 2003. O início na TV foi em 1970, com o programa Multiplicação do Dinheiro, que funcionava como uma mesa-redonda sobre assuntos econômicos, com participação dos economistas Eduardo Suplicy e Miguel Colassuono. Em 1974 foi contratado pela Rede Bandeirantes, onde ficaria até a sua estreia na Globo. Na Band, ancorou o Jornal Bandeirantes, ao lado de Ferreira Martins, além de fazer comentários de economia e reportagens especiais.
O mesmo aconteceu na Rádio Bandeirantes, onde fazia um comentário diário no programa O Trabuco, de Vicente Leporace. Com a morte deste, em abril de 1978, juntou-se a José Paulo de Andrade e Salomão Ésper para apresentar o Jornal Gente, criado no dia seguinte ao acontecido. O trio voltaria a reunir-se em 2003, quando Joelmir foi novamente contratado pela Bandeirantes. Entre os anos 1980 e 1990 foi também comentarista das rádios Excelsior e CBN. No início do canal por assinatura Globonews, em 1996, foi um dos apresentadores do programa Espaço Aberto.
Alguns de seus mais célebres trabalhos na TV são o primeiro debate entre candidatos a eleições, na Band, e a entrevista com os membros da equipe econômica de Fernando Collor em março de 1990, quando Zélia Cardoso de Mello e Ibrahim Eris, entre outros, foram surpreendidos por Joelmir, Lilian Witte Fibe e Paulo Henrique Amorim, então especialistas em economia da emissora. Quando Amorim detalhou uma das principais medidas do Plano Collor, o confisco, Joelmir teve uma curiosa reação, como descrita pela revista Imprensa: "Encarando a câmera, [ele] arregalou os olhos e escancarou a boca, como se informasse, bem didaticamente, a reação apropriada para a medida: espanto." A imagem seria usada pelo Jornal do Brasil no dia seguinte, sob a manchete "A cara da nação".
Exerceu a função de editor e comentarista econômico do Jornal da Band, apresentado por Ricardo Boechat, participou do Jornal Gente e do Jornal Três Tempos, da Rádio Bandeirantes, e participou do programa esportivo Beting&Beting com seu filho Mauro e seu sobrinho Erich, no canal fechado BandSports, além de fazer comentários para o Primeiro Jornal e o Jornal da Noite, na Band, e para o canal de notícias BandNews. Joelmir também apresentou o Canal Livre, programa que trata dos principais assuntos atuais, exibido aos domingos.
Teve dois filhos, Gianfranco, publicitário e especialista em aviação, e Mauro, jornalista e comentarista esportivo da Rede Bandeirantes.
É atribuída a Joelmir a ideia de premiar Pelé com uma placa comemorativa em homenagem a um de seus mais belos gols, feito no Maracanã contra o Fluminense. Desse fato surgiu a expressão "Gol de Placa", sempre dita pelos profissionais de futebol do país quando descrevem um gol de rara beleza e muito difícil de ser feito.
Joelmir morreu em 29 de novembro de 2012 em São Paulo, em decorrência de um AVC.

O caso Bradesco

O jornalista foi centro de uma polêmica em 2003 ao aceitar convite do Bradesco para participar de uma campanha publicitária. Os jornais onde ele mantinha coluna, O Estado de S. Paulo e O Globo, consideraram a prática incompatível com o exercício de jornalista e suspenderam a publicação de sua coluna diária. Em 4 de dezembro Joelmir publicou um artigo intitulado "Posso falar?", em que deu explicações acerca do episódio. Joelmir alegou que o produto que vendia aos jornais era "um produto isolado, tido como de boa qualidade e isento". No mesmo texto, afirmou também que "o jornalismo não deveria se envergonhar da publicidade". Na entrevista à Imprensa em julho de 2012 Beting disse que já tinha comunicado à época que iria deixar de escrever as colunas nos jornais, por estar "sobrecarregado". Teria sido apenas depois de essa notícia se espalhar pelo mercado que surgiu o convite do Bradesco. "Os jornais já sabiam que a coluna ia parar, assim como já sabiam que eu não fazia mais televisão", explicou. A coluna seguiria sendo distribuída pela Agência Estado para cerca de trinta jornais até janeiro de 2004, quando resolveu suspendê-la depois de 34 anos.
Desde o episódio até a sua morte, Joelmir se dedicou prioritariamente ao rádio e à TV, além de sua agenda de palestrante e debatedor de assuntos macroeconômicos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MARCOS PAULO, Ator e Diretor, 61 anos

Morreu na noite deste domingo (11), de embolia pulmonar, o ator e diretor Marcos Paulo. Ele estava em casa, no Rio, e tinha 61 anos de idade.

Segundo a Central Globo de Comunicação, o velório e a cerimônia de cremação vão acontecer nesta segunda-feira (12) no Memorial do Carmo, no Rio, a partir das 11h.

Em uma carreira de mais de quatro décadas, iniciada ainda na adolescência, Marcos Paulo destacou-se primeiro como galã de novelas. No final dos anos 1970, ele passou a se dedicar também à direção, tendo assinado trabalhos marcantes como "Dancin' days" e "Roque Santeiro". Recentemente, estreou como cineasta, em "Assalto ao Banco Central".

Em agosto do ano passado, o ator e diretor passou por cirurgia para remover um tumor no esôfago. Ele havia sido diagnosticado com câncer em maio de 2011. Segundo comunicado da Central Globo de Comunicação divulgado na época, Marcos Paulo havia descoberto o tumor precocemente em exames de rotina e tinha dado início ao tratamento em seguida.

Na última sexta-feira (9), Marcos Paulo compareceu ao 9º Amazonas Film Festival, em Manaus. Ele retornou ao Rio na manhã deste domingo.

De acordo com o portal Memória Globo, Marcos Paulo Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951, e foi criado no bairro do Bixiga. Ele era filho adotivo do ator, autor e diretor Vicente Sesso, o que lhe garantiu contato precoce com a TV.
Sua primeira novela foi “O morro dos ventos uivantes”, da TV Excelsior, em 1967 – ele tinha 16 anos. Passou ainda pela Record e pela Bandeirantes antes de ir para a TV Globo, em 1970. Sua estreia na emissora aconteceu em "Pigmalião 70", escrita por seu pai. Conforme lembra seu perfil no Memória Globo, seus papéis naquele princípio costumavam ser de "galãs de boa índole".
Em 1972, participou de uma produção marcante, integrando o elenco do primeiro programa gravado em cores da TV brasileira: "Meu primeiro baile – Caso especial", escrito por Janete Clair a partir de uma peça de Jacques Prevert. Em 1975, Marcos Paulo estava escalado para atuar em "Roque Santeiro", que acabou censurada – curiosamente, seria ele o diretor da versão que, dez anos mais tarde, marcou época na TV brasileira.

Na TV Globo, atuou em dezenas de novelas, como a primeira versão de “Gabriela” (1975) e “Tieta” (1989). Na década de 1980, em "Sinhá moça" (1986), de Benedito Ruy Barbosa, e na minissérie "O primo Basílio", baseada no romance do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900), na qual defendeu o papel-título.

Depois, vieram participações relevantes em "Meu bem, meu mal" (1990) – cuja direção assumiu com a novela já em andamento, em substituição a Paulo Ubiratan –, "Despedida de solteiro" (1992) e "Quatro por quatro" (1995). Nestas duas últimas, interpretou vilões, afastando-se do estereótipo de bom moço que o havia caracterizado nos primeiros anos de TV. Mais recentemente, ele pôde ser visto em “Páginas da vida” (2006).
Sua estreia na direção aconteceu em “Dancin’ days” (1978) – ele dividiu a função com Dennis Carvalho e José Carlos Pieri. Já seu principal trabalho como diretor de novelas foi em “Roque Santeiro” (1985). Ele também dirigiu "Fera ferida" (1993), "Salsa e merengue" (1996) e "A indomada" (1997). Ao longo da última década, ficou responsável por "Porto dos milagres" (2001), "O beijo do vampiro" (2002), "Começar de novo" (2004) e "Desejo proibido" (2007).

No cinema, seu único trabalho como diretor de longa-metragem foi “Assalto ao Banco Central” (2010). Marcos Paulo já trabalhava na produção do que marcaria seu segundo filme como diretor. Segundo ele, “Sequestrados” seria um “thriller policial”, com parte de suas cenas gravadas no Amazonas. O elenco teria Lima Duarte, Milhem Cortaz, Fábio Lago, Vinícius de Oliveira e Eriberto Leão.
Desde 1998, Marcos Paulo era responsável por um dos núcleos de direção de programas da TV Globo. Além de novelas, o núcleo produziu episódios de “Você decide”, “Malhação”, o especial de fim de ano “Estação Globo” e o programa humorístico “Os caras de pau”.
Marcos Paulo tinha três filhas: Vanessa, com a modelo Tina Serina; Mariana, com a atriz Renata Sorrah; e Giulia, com a também atriz Flávia Alessandra. Ele era atualmente casado com Antonia Fontenelle.
Veja, abaixo, a lista dos trabalhos de Marcos Paulo

Ator – outros canais:

"O morro dos ventos uivantes" (1967), na TV Excelsior
"Ana, a professorinha" (1968), na TV Record
"Era preciso voltar" (1969), na TV Bandeirantes
Ator – TV Globo:
"Próxima atração" (1970)
"Minha doce namorada" (1971)
"O primeiro amor" (1971)
"Meu primeiro baile – Caso especial" (1972)
"Uma rosa com amor" (1972)
"Carinhoso" (1973)
"Fogo sobre terra" (1974)
"Gabriela" (1975)
"O grito" (1975)
"O casarão" (1976)
"Nina" (1977)
"Eu prometo" (1983)
"Corpo a corpo" (1984)
"Meu destino é pecar" "1984"
"Sinhá moça" (1986)
"Brega e chique" (1987)
"O primo Basílio" (1988)
"O salvador da pátria" (1989)
"Tieta" (1989)
"A, e, i, o... Urca" (1989)
"Meu bem, meu mal" (1990)
"Despedida de solteiro" (1992)
"Tereza Batista" (1992)
"Olho no olho" (1993)
"Quatro por quatro" (1994)
"Cara e coroa" (1995)
"Por amor" (1997)
"Começar de novo" (2004)
"Páginas da vida" (2006)
Diretor – TV Globo
"Dancin’ days" (1978)
"Brilhante" (1981)
"Roque Santeiro" (1985)
"Fera ferida" (1993)
"Salsa e merengue" (1996)
"A indomada" (1997)
"Meu bem querer" (1998)
"Força de um desejo" (1999)
"Porto dos milagres" (2001)
"O beijo do vampiro" (2002)
"Começar de novo" (2004)
"Desejo proibido" (2007)

Diretor de cinema
"Assalto ao Banco Central" (2010)

sábado, 27 de outubro de 2012

REGINA DOURADO, atriz, 59 anos

Morreu na manhã deste sábado (27), em Salvador, a atriz baiana Regina Dourado, aos 59 anos, segundo informações de familiares. Ela lutava contra um câncer descoberto em 2003 e estava internada há uma semana no Hospital Português, na capital baiana.
O irmão da atriz, Oscar Dourado, disse ao G1 que Regina faleceu às 11h20 deste sábado. Ela deixa um filho, Leonardo Dourado.
Segundo familiares, o velório será aberto ao público e acontecerá neste sábado, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. O horário ainda não foi definido. O corpo da atriz será cremado, segundo familiares, em uma cerimônia privada. O Jardim da Saudade informou que a cremação será realizada às 16h30 de domingo (28).

Na terça-feira (23), Oscar Dourado afirmou em entrevista que a família queria "garantir uma partida conforável" para Regina.
Outro irmão da atriz, Paulo Dourado, falou na tarde de terça que  "o momento é difícil para toda a família". Paulo comentou também que a família quer ficar rodeada apenas com amigos.
Saúde
Regina Dourado descobriu um câncer de mama em 2003, quando iniciou um tratamento. Ela se submeteu à cirurgia para a retirada do primeiro nódulo. Em dezembro daquele ano, a atriz falou, em entrevista à TV Bahia, sobre a descoberta da doença. “O momento da notícia é terrível, fica uma perplexidade. Eu achei que eu nem cheguei a ter consciência da gravidade naquele momento. Eu fiquei muito mais perplexa do que qualquer coisa, meio perdidona”, disse na época.
Depois de enfrentar tratamento de quimioterapia e radioterapia, Regina conseguiu se recuperar da doença e voltou a atuar no teatro e na televisão.

Segundo parentes, em 2010, descobriu um segundo nódulo no outro seio e fez nova cirurgia para retirada da mama e dos gânglios axilares. No último ano, a atriz enfrentava o tratamento com dificuldade.
Segundo a família, ao longo dos anos, a doença se agravou e se espalhou por outros órgãos do corpo, quando houve metástase.
Depois que ela foi para o hospital no sábado (20), parentes disseram que não tinham mais esperança de recuperação. "Estamos esperando o coração parar de bater", disse o irmão Oscar.
Carreira 
Regina Maria Dourado nasceu em 22 de agosto de 1953, na cidade de Irecê, no interior da Bahia. Aos 15 anos, começou na 'Companhia Baiana de Comédias'.
Estudou canto e participou do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal de Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo. Ela estreou na TV durante o especial "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água", dirigido por Walter Avancini em 1978.
A atriz atuou nas novelas Pai Herói (1979); Cavalo Amarelo (1980) (Bandeirantes); Pão Pão, Beijo Beijo (1983) quando voltou para a Globo e ganhou sua primeira grande personagem em novelas como Lalá Serena; Roque Santeiro (1985); Felicidade (1991), Renascer (1993); Tropicaliente (1994); Explode Coração (1995) (Globo); Rei do Gado (1996); Anjo Mau (1997); Andando Nas Nuvens (1999); Esperança (2002); Seus Olhos (2004) no SBT; América (2005) (Globo); Bicho do Mato (2006-2007) (Record), e seu último trabalho na televisão na novela Caminhos do Coração (2008), na Record.
Em Explode Coração, da autora Glória Perez, Regina contracenou com o ator Rogério Cardoso. Eles fizeram o casal Lucineide e Salgadinho, que garantiu momentos cômicos à trama com o bordão “Stop, Salgadinho!”, reconhecido pelas ruas do país.
Entre seriados e minisséries, participou de Lampião e Maria Bonita (1982); O Pagador de Promessas (1988); O Sorriso do Lagarto (1991);Tereza Batista (1992).

No teatro, Regina Dourado atuou em Vidigal; Memórias de um Sargento de Milícias; Declaração de Amor Explícito; Rei Brasil 500 Anos; Uma Ópera Popular; Tratado Geral da Fofoca; Paixão de Cristo (2011 e 2012 – Salvador) no papel de Maria, mãe de Jesus.
Já no cinema, a atriz fez participações em Sandra Rosa Madalena (1978) como uma cigana dançarina, em Amante Latino (1979); cantou para a trilha sonora de O Encalhe – Sete Dias de Agonia (1982); Baiano Fantasma, em 1984; Tigipió – Uma Questão de Amor e Honra, (1986); Corpo em Delito (1990); Corisco & Dada (1996); No Coração dos Deuses (1999); Espelho D`água – Uma Viagem no Rio São Francisco (2004).
No carnaval de 1997, em Salvador, a atriz participou de uma homenagem ao escritor baiano Jorge Amado interpretando o papel de Tieta, ao lado de artistas como Gilberto Gil, Maria Betânia e outros.


sábado, 29 de setembro de 2012

HEBE CAMARGO, apresentadora, 83 anos

Hebe Camargo morreu na madrugada deste sábado (29), após uma parada cardiorrespiratória

Hebe Camargo morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29).
A apresentadora sofreu uma parada cardíaca, enquanto dormia, segundo informações da assessoria de imprensa do SBT.
O SBT deve enviar um comunicado oficial nas próximas horas.


Ainda não há informações sobre o enterro da apresentadora. O velório será feito no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, no Morumbi.
Recentemente, a loira comemorou a volta para a emissora de Silvio Santos, após um ano de incertezas.

Hebe rescindiu o contrato com a RedeTV!, sua última emissora, e nem chegou a reestrear na nova casa.

Segundo amigos próximos, Hebe estava muito feliz em poder voltar a trabalhar com seu amigo e antigo patrão.
O ano de 2012 foi difícil para a apresentadora, que foi internada algumas vezes.

Hebe travava uma luta contra o câncer desde 2010, quando foi diagnosticado um tumor no peritônio (membrana que reveste os órgãos digestivos). Ela passou por sessões de quimioterapia durante meses, com um breve período de pausa entre abril e setembro de 2011.

Em março deste ano, a apresentadora também precisou ser operada às pressas. Na ocasião, a cirurgia foi feita com urgência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal.

Sua última internação foi em agosto de 2012.

B I O G R A F I A: 


Início da Carreira

Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o "Hino da Televisão", mas teve que faltar ao evento e sendo substituída por Lolita Rodrigues Hebe faltou à cerimônia para acompanhar seu namorado na época em uma cerimônia na qual seria promovido.
O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.
Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.
Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.
Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo "sofá da Hebe", no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.
  
SBT
Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 a 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.

Hebe juntamente com o jornalista brasileiro Paulo Henrique Amorim.
Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1 000º programa pelo SBT.

DVD "Hebe Mulher e Amigos"

Em 2010, aos 81 anos, Hebe Camargo gravou seu primeiro DVD ao vivo, "Hebe Mulher e Amigos, com duas apresentações, uma em São Paulo, no Credicard Hall em 27 de outubro e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall em 24 de novembro. No show, a apresentadora recebeu diversas personalidades da música brasileira como Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, os quais entrevista em um sofá, como se estivesse em seu programa de auditório.

Hebe Camargo no SBT.

Doença e morte

Em 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo.Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar. Em julho de 2012 foi novamente internada por motivo não divulgado oficialmente.
Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Reveillon de seu programa no SBT, Hebe, a apresentadora, pegando a todos de surpresa, leu uma carta de próprio punho para seu auditório e público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não deve mais renovar com a emissora do "Baú". O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2010. Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010). Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings, estreando na emissora em 16 de março de 2011 ocupando o terceiro lugar na audiência na Grande São Paulo O programa possuia o mesmo formato do seu programa na antiga emissora sendo exibido ás terças-feiras. Segundo a o site Radar online da revista Veja a emissora estaria propondo aos seus funcionários uma diminuição para a renovação dos contratos pela metade do salário. Em 24 de agosto de 2012 a colunista do jornal Folha de S. Paulo Keila Jimenez publicou que após a apresentadora ter reclamado dos atrasos de salários pela emissora a equipe de seu programa havia sido desmanchada.[18] Após várias especulações sobre a ida da apresentadora de volta para o SBT o colunista Flávio Ricco do portal UOL intitulou a matéria de "Hebe Camargo está de volta ao SBT", sobre o retorno a sua antiga "casa", o que foi desmentido pelo agente da apresentadora.A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu dois dias após em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora. Dois dias após a exibição do especial o SBT anunciou a volta da apresentadora a casa.
Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.

Vida pessoal

Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos havia 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de julho de 1964, de vestido rosa, pois, por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos, ela achava feio se casar como uma jovenzinha. No mesmo ano descobriu que estava grávida. Em 20 de setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, não aceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar às rádios e tvs.
No período que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV, e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais. Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Rvagnani. Eles começaram a namorar e em 1973 casou-se com Lélio, que ajudou-a a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-lo as vezes. Hebe e Lélio viveram um casamento feliz por 29 anos, até a morte dele, em 2000.

Programa de Hebe Camargo no SBT, com a participação de Luciana Mello, Jorge Aragão, Jair Rodrigues e Alcione.
Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luís Ramos, um homem mais velho e experiente em conquistas. Tomou essa decisão pelo fato que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira. A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luíz. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo a casa afastada que fazia esse tipo de procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, a fazendo gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto. Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias. Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. Passou a tomar remédios e mais remédios escondida, sem orientação médica, e por milagre não faleceu ou teve sequelas, sarando sozinha. Apesar de tanto sofrimento físico e emocional, Hebe diz que não se arrependeu desse ato, que fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.

Controvérsias

Salário na RedeTV!

Em julho de 2012, quando Hebe estava internada num hospital da cidade de São Paulo, ela teve a ideia de ligar para Carlos Nascimento, jornalista e apresentador do SBT. Na ligação, ela disse que queria votar para o reality show O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, durante esta semana, o programa estava em uma competição do Pelé e Juscelino Kubitschek, e ela escolheu votar no rei Pelé Durante a conversa também falou sobre o estado de saúde, afirmando que graças a Deus e à riqueza dos remédios, estava melhorando. Em sua participação, aproveitou para elogiar o ex-patrão Silvio Santos e criticou a sua antiga emissora (RedeTV!).
Cquote1.svg Eu queria dizer que Silvio Santos jamais atrasou os pagamentos. Cquote2.svg
Hebe Camargo.

Trabalhos

Televisão

Cinema

Na Música

  • Hebe Mulher (2010)[27]
  • As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
  • Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
  • Pra Você (1998)
  • Maiores Sucessos (1995)
  • Hebe Camargo (1966)
  • Festa de Ritmos (1961)
  • Hebe e Vocês (1959)


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Abrahão Farc, ator, 75 anos

Abram Jacob Szafarc (São Paulo, 28 de julho de 1937 — São Paulo, 24 de setembro de 2012), mais conhecido como Abrahão Farc, foi um ator brasileiro.


Carreira

Na televisão

No cinema

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Diva Pacheco, atriz, 72 anos

Panelas, Pernambuco, em 1939 - Caruaru, Pernambuco, em 20/07/2012)

Maria Diva Lucena de Mendonça, conhecida como Diva Pacheco, nasceu na cidade de Panelas, no Agreste de Pernambuco, em 1939.

Foi casada com Plínio Pacheco, responsável pelo espetáculo Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém. Plínio faleceu em 2002.

Diva fez alguns trabalhos para o cinema, entre eles “Noite do Espantalho”, “A Compadecida” e “Batalha dos Guararapes”.

Trabalhou como diretora de arte pela TV Globo no Rio de Janeiro em “Roque Santeiro” e em “Morte e Vida Severina”. Sua última atuação para a Rede Globo foi em uma novela de Miguel Falabela, “A Lua Me Disse”.

Teve participação marcante em diversos concursos de fantasia, inclusive foi vencedora em muitos deles.

Filha de Epaminondas Cordeiro de Mendonça e Sebastiana Lucena de Mendonça, Diva Pacheco foi atriz, figurinista, carnavalesca, artista plástica e escritora.

Contra a vontade dos pais, casou-se, em 1956, com o gaúcho Plínio Pacheco. Como era desquitado, algo tão inaceitável como o adultério que ainda podia justificar, nos bancos dos réus, a absolvição de maridos assassinos por legítima defesa da honra, a família não aprovou a união.

Com Plínio, pôs de pé a Nova Jerusalém do Município do Brejo da Madre de Deus, obra que viria a constar como o maior teatro ao ar livre do mundo. Com ele, teve também os filhos Xuruca, Nena e Robinson, todos, em maior ou menor grau, ligados às artes e ao drama da paixão no Agreste. Além deles, consta na prole o já falecido Paschoal. Plínio, falecido em 2002, considerava Diva nada menos que uma remanescente das heroínas de Tejucupapo - as mulheres míticas do distrito de Goiana que, a ferro e paus, teriam expulsado um exército holandês.

Por mais de dez anos, Diva foi a Maria da Paixão de Cristo. “Eu entrei em Nova Jerusalém em 1962, nunca mais saí. Eu lavava roupa, engomava, cozinhava, fazia de tudo.(…) Quase ninguém sabia ler. Tinha que ensinar o texto, todinho, decorado. Para juntar com o elenco que vinha do Recife e eles decoravam tudo, tudo, tudo”, recordava Diva.

Campeã de muitos Carnavais, ganhou muitos prêmios de originalidade no Balmasqué e no Baile Municipal do Recife. Apaixonada pela cultura de seu povo, comandou um pastoril - e desenhou o figurino de suas pastoras. Confeccionou tantos figurinos para cinema e teatro, que seria impossível enumerar todos: "Batalha dos Guararapes" (primeiro no teatro; depois no cinema), dos filmes "Auto da Compadecida", "A Vingança dos Doze", dentre outros. Só na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, desenhava e costurava para uma cidade praticamente inteira.

Ela também sugestões sobre o figurino de sua hilária personagem Dona Sulanca, da novela global "A Lua me Disse". O amigo Miguel Falabella usava muito da prosódia da própria atriz para compor a personagem, uma sulanqueira sanguinolenta de Santa Cruz do Capibaribe. “Toda vez que eu vou para casa de Miguel , no Rio, levo um monte de comidas, coisas gostosas daqui para ele. E ele se desembesta a gritar: ‘Ai, meu Deus...lá vem essa retirante morrendo de medo de passar fome”, dizia ela, às gargalhadas.

Fora dos palcos, suas roupas mantinham algo de teatral.

Foi atriz do cult-movie "A Noite do Espantalho" (1974), de Sérgio Ricardo, e também assinou o figurino do filme.

Diva Pacheco faleceu no dia 20 de julho de 2012. Ela estava internada no Hospital Unimed Caruaru, onde faleceu por complicações de um câncer.

As últimas aparições da atriz foram na homenagem que recebeu pelo Shopping Tacaruna, no Recife, na passagem do Dia Internacional da Mulher, em 08 de março, e na Câmara Municipal da Cidade do Recife, quando recebeu a Comenda José Mariano.

Já doente, Diva Pacheco foi presença constante na temporada da Paixão de Cristo de 2012.

Diva Pacheco foi sepultada no Pátio do Teatro de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus. Os presentes seguiram o cortejo, guiados por seis cavaleiros do espetáculo da Paixão de Cristo, até o Parque das Orquídeas, onde a artista foi sepultada ao lado do marido.

Fontes: Sites Globo, Folha de Pernambuco.